domingo, 6 de julho de 2014

Velho demais ou novo demais?

As vezes me pergunto.
“Quantos anos eu realmente tenho?”
Para certas coisas sou adulto demais para minha idade,
para outras sou infantil e criança demais.
Mesmo com meus quase um quarto de um século de vida,
é precoce demais eu pensar no meu futuro?
É cedo demais para eu começar a cultivar o que quero viver amanhã?
Deveria eu apenas viver o hoje e tomar cuidado com as consequências
que minhas ações levam?
Tantas perguntas e nenhuma resposta.
Mesmo vivendo nesse mundo de hipócritas,
me camuflando nessa guerra mascarada
ainda sim tenho meus desejos estereotipados.
Casar-me com alguém que eu amo e ter filhos e vários animais.
Mesmo que na minha condição a construção de família seja difícil,
é muito pedir esse futuro?
Vejo-me perdido entre dois extremos:
O da preocupação e responsabilidade pelo meu futuro
e minhas ações presentes e atitudes que pessoas da minha idade possuem.
Com todos os seus mimos e teimosias de alguém
cuja infância não foi difícil e que aprende a dar valor a tudo que possui.
Esse dualismo me faz implodir de vez em quando.
Como se o adulto dentro de mim e o adolescente rebelde entrassem em conflito.
O choque do futuro e do presente.
Mas que no final,
um dia terei que optar por um e sacrificar o perdedor.

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