quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu e meu Hollow interior

Engraçado como os sentimentos nos dominam
até o ponto em que não nos reconhecemos
e fazemos e pensamos em coisas estranhas.
Nunca me considerei alguém bonito ou inteligente.
Minha auto-estima nunca foi muito alta
e sempre recebo elogios envergonhado.
Situações difíceis e desilusões do passado transformam mesmo uma pessoa.
Até o ponto em que o sentimento de insegurança adquire vontade própria
e quando menos espero eu vejo dois de mim.
Um “eu” sério (mas brincalhão),
quieto e inseguro com tudo.
E outro “eu” – dito Hollow,
mais sarcástico, irônico e malicioso que afasta qualquer um de boa índole
que talvez possa quebrar o meu gelo para relacionamentos.
Não “o” considero como uma dupla personalidade,
mas sim meu sentimento de auto-defesa que assume uma vontade própria.
Sorte que anos atrás eu o mudei para assim me tornar flexível com as pessoas
e assim adquirir boas e verdadeiras amizades.
Mas tem horas, em situações difíceis
ou mesmo num período de grande sobrecarga emocional.
Tenho medo de agir ou falar não como sendo Eu,
mas sim meu Hollow aproveitando a impulsividade para agir.
Se ele é meu desejo inconsciente de me proteger ou não.
Isso não sei,
mas uma coisa posso dizer,
que por de trás daquela máscara que eu figuradamente uso,
eu estou observando tudo sem me ligar quem está no comando!

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