Diferente das demais casas, essa eu não começarei com “bem-vindos”,
por conta do conteúdo seria mais esperto passar longe, ou não?
Minhas trevas (parte delas) eu já as descrevi no poema chamado “O Branco”,
por isso não entrarei em detalhes pessoais,
pois as trevas residem em todos,
mudando apenas a forma de ser vista e utilizada.
Impossível existir alguém totalmente bom e mau também.
Luz e escuridão existem em cada um e formam em si o equilíbrio de todos.
Mas como os demais,
eu também sou um humano e sei muito bem do que as trevas podem oferecer.
Pra acabar com o equilíbrio elas podem iludir pessoas com falsas promessas,
manipulá-las a realizar ações antes só pensadas,
mas que por conta da razão e do bom-senso nunca as tinham feito.
Por isso que encaixo a casa das trevas entre as casas do bom-senso e da razão.
Seus guardiões usam de suas forças para controlar o anjo da morte branco
que reside na oitava casa.
E quem acredita que a cor branca é totalmente pura e o preto arroxeado é a maldade.
Está enganado.
Anjos, demônios, luz e trevas não tem cor específica e forma própria.
Realmente existe uma escuridão branca que não há luz do Sol.
Acredito que todos saibam como é encarar as próprias trevas nos momentos
desesperadores.
Se inquietar do nada e sentir aquele frio assustador.
Começar a se sentir estranho.
Mudar suas feições e sentir suas correntes se quebrarem.
Pensar em como prejudicar as pessoas
e dependendo de quão fortes forem suas trevas e sua sede de vingança
até cometer atos sanguinários para aliviar o lado sombrio que você possui.
Encarar o fortalecimento das próprias trevas é se sentir desequilibrado,
começar a ostentar um ar frio e se sentir vazio por dentro.
Como se os males do mundo fossem algo insignificantes
e não merecessem ser até pensados.
É pensar que a lei do mais forte tem que ser seguida ao pé da letra
E achar que talvez a ordem saia da destruição de tudo,
ou seja, começar um Ragnarok.
Vou até mais longe,
é se ver no meio do confronto entre Rá e Apófis.
Ordem e Caos.
Utilizar de sua própria luz e caráter pra acorrentar a maldade que reside dentro de si.
Agora é impossível não falar de mim,
pois talvez seja por isso que vejo a mim mesmo cheio de correntes e anéis.
Por conhecer minhas próprias trevas e saber do que posso fazer
e levar a risco a todos que amo.
O casulo de metal criado por mim mantém o Máat de minha vida.
Não dá pra exterminar as trevas,
mas sim confrontá-las em uma eterna guerra que durará o resto da vida terrena.
Guerra que todos travam todos os dias ao levantar até cair no sono.
Depois de se encararem no mais profundo abismo do caos,
podem seguir para a nona casa.