sexta-feira, 27 de julho de 2012

Desfragmentando

Sempre que eu me vejo no espelho,
me vejo de muitas maneiras.
Sempre me destruindo e reconstruindo.
A cada hora há uma incrível vontade de me lavar,
retirar cada pedaço daquilo que não me importo mais,
limpar meu próprio veneno,
retirar as pragas que jogam
e voltar inovado com um novo recomeço e a alma limpa.
Incendiar-me com uma idéia nova,
moldar-me na maneira que eu achar melhor
Até a hora de me destruir pra alcançar uma nova etapa.
Estranho? Mas perfeitamente normal.
É através de ciclos de destruições e reconstruções que vivo.
Igual a mitológica benu/fênix que renasce das cinzas,
mas ao mesmo tempo em que me transformo,
aumento os muros que me cercam.
Envolvo-me num castelo com muros de vidro
e me escondo num labirinto de espelhos
pra qualquer um que queria me entender.
Cortes de cabelo, blusas novas, anéis e correntes novas.
Primeiro me armo com essa armadura que adoro vestir.
Saco as minhas correntes que servem tanto pra me conter,
quanto pra me guiar.
Depois explodo e me incinero com alguma nova inspiração
pra me reconstruir com mais metal
e com isso alterar até minhas atitudes.
Estranho para um taurino que, teoricamente, não muda.
Contudo, mudanças externas não passam de mais jogos
pra enganar quem olha e desviar a atenção pro que é mais importante sobre mim.
E assim me desfragmento a cada época e volto “diferente”
pra mostrar o quanto há de novo pra conhecer
e como ninguém pode conhecer alguém totalmente,
ao menos que queiram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Arquivo do blog